domingo, 23 de agosto de 2009

Uma lenda chamada Transcol

Precisava muito sair de Vitória e ir a Vila Velha depois do trabalho. Se há possibilidade de uma carona por que pegar um ônibus? Basta esperar uma meia hora a mais por sua colega proprietária do veículo para
que você evite meia hora a mais em pé, no horário de pico de saída.

Não há nada melhor que sentar no banco do carona e seguir batendo papo tranquilamente. Chego em Vila Velha e descubro que por ser sexta-feira o local onde pensei resolver meu
problema já estava fechado. Bom, nada mais poderia fazer a não ser pegar um ônibus de volta.

Até o terminal tudo tranquilo. A diversão começou ao entrar no 526, que segue para Campo Grande. Como de costume, ligo meu ipod e desligo do mundo. Mas na altura da Glória, ainda em Vila Velha, uma agitação dentro do ônibus difícil de passar despercebida. A confusão estava armada. E o pior...eu não sei o motivo.

O que pude perceber foi quando um bêbado se levantou e começou a falar alto com outro passageiro. Tirei os fones para tentar entender a conversa, mas eles estavam antes da roleta. O outro, que parecia estar sóbrio, pedia insistentemente que o bêbado se retirasse do ônibus. Tinha acontecido alguma ofensa. Foi o que eu entendi.

O motorista abriu a porta e o homem foi praticamente lançado para fora do coletivo. SIMPLESMENTE A CENA. Já me via ligando 190: "Alô. É da polícia?". Tocaram o ônibus e o bonde seguiu....Voltei a colocar meus fones

Como se não bastasse percebo outra pessoa falando alto. Desta vez uma mulher. Quando tento ouvir o que ela diz, a seguinte frase me revela tudo: "Você aaaaacha que estou bêbada?"

Depois de um longo bate-boca com ela mesma (já que ninguém retrucava), deu sinal que iria descer no próximo ponto. A porta (da esperança) se abriu e ela desceu, mas não saiu. Ficou metade para fora e metade para dentro do ônibus. Ódio geral de pessoas que, assim como eu, esperavam ardentemente para chegarem em casa.

O motorista ameaçou fechar a porta com ela no meio até que ela finalmente largou de mão. Frisson geral. Gritos e mais gritos. Enfim, sobrevive e cheguei em casa a salvo.


Um comentário:

kelly disse...

hahhaha que comédia, Fábio!!! mto legal seu blog!! bjos